Antigamente nomes como Patric Rafter, Pete Sampras, John McEnroe, Martina Navratilova utilizavam o Saque e Voleio com bastante freqüência em seus jogos. Por coincidência ou não, todos esses foram números um do mundo. Nos dias atuais são poucos os jogadores que usufruem desta tática, principalmente os melhores ranqueados.
Nos dias atuais, o espanhol Feliciano Lopez top 20, os americanos Mardy Fish e Taylor Dent, e o bielo-russo Max Mirny são os “últimos dos moicanos”, ou seja que ainda usam o saque e voleio em seus jogos. Com exceção de Lopes, que é um canhoto com muita habilidade, todos os outros apesar de utilizarem o saque e voleio, não exercem bem esse tipo de jogo.
Max Mirny tem um saque muito forte e também uma boa aproximação a rede. Porém lhe falta técnica, por mais esforçado que ele seja. Taylor Dent e Mardy Fish são da escola americana e possuem excelentes saques e bons voleios. Só que assim como Mirny esbarram na pouca habilidade, ou técnica como preferirem.
- Mas na verdade a pergunta que fica é porque uma estratégia de jogo que deu certo com grandes jogadores não é utilizada pelos tenistas.
Um jogo com saque e voleio exige muito do adversário, como por exemplo, a devolução, que deve estar sempre afiada em busca da passada. A pressão que o jogador exerce subindo todas às vezes a rede, também causa certo desconforto no tenista adversário. Porque no fundo todos os tenistas sabem que jogar contra um adversário com estas características é muito chato. São as piores partidas para chamados os “fundistas”.
Os jogadores de fundo de quadra gostam de ficar dando “porradas” no fundo da quadra, por isso são chamados de “fundistas”. Os tenistas de saque e voleio preferem encurtar o ponto e sempre que ocorrer uma brexa durante o ponto sobem a rede. Isso explica a dificuldade nestes tipos de confronto.
O atleta que utiliza o saque e voleio não pode ter medo de levar a passada, uma vez que é a jogada que mais ocorre contra tenistas deste tipo. Um bom exemplo era o australiano Patric Rafter. Todo saque, ele subia a rede, em caso de passada, levantava a cabeça e jogava o ponto seguinte. (Uma pena que nem todos pensam assim).
Rafael Nadal, o atual número um do mundo se destaca pelo ótimo fundo de quadra, porém quando exigido no voleio, mostra sérias dificuldades. Roger Federer é o oposto, porque joga muito bem na rede, utilizando, inclusive subidas a rede e saque e voleio. O suíço talvez o mais completo de todos, atua muito bem no fundo da quadra, com uma das melhores esquerdas do circuito.
Novak Djokovic, número 3 do mundo é outro exemplo de fundo de quadra. Mesmo possuindo um bom voleio, o sérvio sobe poucas vezes a rede durante uma partida.
Para finalizar, acho que cabe aos treinadores atuais, orientarem seus atletas sobre este tipo de jogo. Quem sabe em um espaço curto de tempo novos tenistas com estas características apareçam no cenário mundial e brasileiro. Portanto que novos Sampras, Rafters e Navratilovas possam surgir. Não vamos deixar o saque e voleio cair em extinção!
Até a próxima.