abril 26, 2011

Quatro brasileiros, entre os cem melhores do mundo

O Brasil vive um ótimo momento, quando falamos em duplas. Na história o país nunca teve quatro brasileiros no top 100. Bruno Soares (28º do ranking mundial), Marcelo Melo (30º do ranking mundial), Andre Sá (57º do ranking mundial) e Franco Ferrero (60 do ranking mundial) são as apostas para esse ano.
Atualmente as duplas de maior sucesso do Brasil são: Marcelo Melo/Bruno Soares, que defendem a equipe brasileira na Copa Davis. E a outra que também vem vencendo alguns jogos e crescendo cada vez mais no ranking é Andre Sá/Franco Ferrero.
Andre Sá, talvez seja o mais conhecido dos quatro. O mineiro inclusive já jogou ao lado de Guga uma semifinal de Copa Davis. Naquela fatídica partida contra a Austrália. Em 2009 quando o Brasil voltou aos holofotes nas duplas, André Sá fazia dupla com Marcelo Melo.
Porém em 2010, a dupla resolveu se desfazer e Marcelo Melo resolveu apostar em Bruno Soares, um duplista que já foi semifinalista do Us Open em 2009. Melo e Soares vem ganhando jogos importantes nesta temporada e prometem fazer bonito ao longo deste ano. Vamos ficar de olho neles.
Andre Sá e Franco Ferrero começaram este ano a parceria. No começo eles jogaram alguns futures e challengers, mais depois de alguns jogos invictos, resolveram assumir de vez a parceria e disputar campeonatos de maior expressão, e pelo jeito, vem dando certo.
Dos quatro, apenas Franco Ferrero era simplista. No inicio de sua carreira chegou a ser convocado por Fernando Meligeni na época, para compor a equipe brasileira da Davis. Depois de não vingar na simples, e ficar um bom tempo sumido, Ferrero voltou com tudo ao lado de André Sá. Parece que o descanso forçado foi para o paulistano.
Para finalizar, eu vejo com muito bons olhos, as duplas brasileiras neste ano. Os torcedores brasileiros podem ter a certeza que nunca estivemos tão bem, quando o assunto é dupla. Boa sorte pra eles!

Até a próxima !

abril 25, 2011

Torneios Challengers: são necessários muito mais

São campeonatos deste tipo, que as cidades brasileiras precisam organizar para alavancar o tênis nacional. Os torneios challengers são de extrema importância, na tentativa de descobrir novos talentos, visto que, o tênis brasileiro precisa de novos jogadores, para ontem.
O Santos Brasil Tennis Open, que foi disputado nesta semana no Tenis Clube de Santos, mostrou que o Brasil tem uma safra boa de jogadores, porém é necessário mais investimentos, tanto dos clubes, quanto dos patrocinadores.
Nomes como Fernando Romboli, João Souza, o Feijão, e Thomas Lindell, que os brasileiros podem começar a sonhar. Porém este sonho, não pode virar um pesadelo, é preciso ter calma e acima de tudo muita paciência com essa nova geração.
Os brasileiros devem parar com essas comparações, de que toda vez que surgir um novo nome, compará-lo com Gustavo Kuerten. Guga chegou ao topo do tênis mundial, lugar este que é o sonho de consumo de qualquer tenista. Por isso vamos pensar duas vezes antes de comparar qualquer brasileiro com Guga. Isso só atrapalha essa nova geração.
Até a próxima!

abril 15, 2011

Definidas semifinais de Monte Carlo

Como já era esperado, o espanhol Rafael Nadal segue dando show em Monaco, e continua como sério candidato ao título. Sem Djokovic seu principal algoz na temporada, o número um do mundo vem vencendo seus jogos sem muita dificuldade. A vítima da vez foi o croata Ivan Ljubicic, que saiu da quadra Central derrotado com parciais de 6/1, 6/3.


Andy Murray será o seu adversário nas semis. O britânico passou fácil pelo português Frederico Gil, até então sensação da competição. Com ritmo forte e muita agressividade desde o inicio, Murray não deu chances para a zebra e fechou o jogo com parciais de 6/2, 6/1.

No meu modo de ver, Andy Murray não tem jogo para disputar com Nadal, jogando no saibro. O britânico vem de derrotas, ainda na primeira rodada nos Masters de Indian Wells e Miami, ambas em piso rápido, na qual se encaixa melhor, por sua estrutura de jogo.

Tendo em vista que Nadal é quase imbatível em quadra de saibro e Murray adepto das quadras rápidas, o confronto me parece definido ... Mas tênis é tênis e Murray pode acabar surpreendendo.

No outro lado da chave aparece David Ferrer, outro espanhol, muito bom de saibro. Ferrer derrotou nas quartas o sérvio Victor Troicki, com um duplo 6/3. O jogo até que foi equilibrado, mas prevaleceu a gana do espanhol, assim como o melhor momento.

O seu adversário será Julgen Melzer, a grande zebra desta rodada. O belga eliminou Roger Federer, que está longe ser aquele jogador de temporadas anteriores, acho que pensando mais na aposentadoria, do que na partida. Sem dúvida foi o confronto mais equilibrado das quartas, mais no final valeu a força de vontade, ou a falta dela por parte do suíço, para Melzer sair vitorioso.

Neste confronto em especial, aposto em David Ferrer por possuir um jogo mais semelhante ao piso de saibro. Portanto uma final de espanhóis está bem próxima, mas a pergunta é será que Rafael Nadal será derrotado nesta temporada no saibro. Djokovic é a aposta !



Até a próxima !

abril 12, 2011

Masters 1.000 de Monte Carlo abre a temporada de saibro

O Torneio Masters 1.000 de Monte Carlo começou no inicio nesta semana com grandes jogos. Porém alguns jogadores permanecem em péssimo estado, um deles é o brasileiro Thomas Bellucci que pelo terceiro ano consecutivo foi eliminado na primeira rodada da competição.


Bellucci foi presa fácil para o francês Gilles Simon que em uma hora e meia já tinha fechado o jogo, com parciais de 6/3 6/2. O brasileiro que demitiu o seu preparador físico antes do inicio da competição, chegou cheio de esperanças, todavia esbarrou nos mesmos erros de sempre e fora eliminado. Larri Passos terá trabalho, ou melhor já está tendo e muito.

Por outro lado, Roger Federer venceu o alemão Philipp Kohlschreiber, número 32 do ranking, em menos de 50 minutos de jogo. O suíço venceu com parciais 6/2 6/1, mostrando estar recuperado, depois das atuações pífias nos Masters 1.000 de Indian Wells e Miami.

Rafael Nadal principal candidato ao título, após desistência de Novak Djokovic devido a dores no joelho, enfrenta o finlandês Jarkko Nieminen na tentativa de levantar o primeiro caneco desta temporada.



Rafael Nadal é um dos candidatos ao título do torneio. Créditos da foto: fotopedia
Outros fortes candidatos ao título são Andy Murray, o canadense sensação, Milos Raonic que já venceu o seu primeiro desafio, e o espanhóis Fernando Verdasco e David Ferrer, que na temporada de saibro acabam se sobressaindo, por seus estilos de jogo que combinam mais com este tipo de quadra.


Até a próxima !

março 01, 2011

Tênis, um esporte a longo prazo

O tênis no Brasil atual, já viveu dias melhores, como no ano de 2000, quando Gustavo Kuerten, o Guga, liderava o ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), maior órgão da modalidade. Agora desde o ano passado um nome tem surgido no cenário brasileiro. Trata-se de Thomaz Belucci, atual 30º do ranking, mas por favor que não seja comparado ao Guga, porque onde ele chegou, será muito dificil que outro brasileiro chegue.

Talvez esta escassez de novos jogadores, ocorra pelo fato de o esporte ter um custo beneficio muito alto, sendo gasto muito dinheiro com torneios, materiais esportivos, encordoamento de raquetes, entre outros. Em contrapartida a profissionalização do atleta gera muito lucro, seja com patrocínios, na maioria vitalícios, ou com torneios conquistados, variando a sua premiação em dinheiro.

O esporte é considerado de elite no Brasil, visto que, a disciplina e o respeito ao próximo é colocado em quadra desde o início. Por outro lado, a modalidade não está sendo muito desenvolvida no país atualmente, sendo um dos motivos, pela falta de um grande ídolo, já citado acima.

Dentre tantos os esportes existentes, o tênis é um dos que exige mais do atleta, seja o lado físico, com treinos, cuja duração gira em torno de seis horas diárias e o psicológico, que sempre que necessário recebe auxílio de um profissional. Enquanto a seu favor pesa o trabalho individual e coletivo, na qual o jogador deve estar apto para desenvolver as duas funções, seja para jogar simples ou duplas.

Por fim o tênis é muito desenvolvido fora do país, com universidades dos Estados Unidos e da Espanha, oferecendo bolsas de estudos de até 100%, para o tenista desempenhar o seu melhor jogo nas respectivas faculdades. Em oposição, a língua estrangeira vem na contramão desses estudantes, porque o medo de fracassar fora do Brasil faz o adolescente pensar bem em seu futuro, optando na maioria das vezes pelo estudo.


Até a próxima.

fevereiro 25, 2011

SAQUE E VOLEIO: em extinção


Antigamente nomes como Patric Rafter, Pete Sampras, John McEnroe, Martina Navratilova utilizavam o Saque e Voleio com bastante freqüência em seus jogos. Por coincidência ou não, todos esses foram números um do mundo. Nos dias atuais são poucos os jogadores que usufruem desta tática, principalmente os melhores ranqueados.

Nos dias atuais, o espanhol Feliciano Lopez top 20, os americanos Mardy Fish e Taylor Dent, e o bielo-russo Max Mirny são os “últimos dos moicanos”, ou seja que ainda usam o saque e voleio em seus jogos. Com exceção de Lopes, que é um canhoto com muita habilidade, todos os outros apesar de utilizarem o saque e voleio, não exercem bem esse tipo de jogo.


Max Mirny tem um saque muito forte e também uma boa aproximação a rede. Porém lhe falta técnica, por mais esforçado que ele seja. Taylor Dent e Mardy Fish são da escola americana e possuem excelentes saques e bons voleios. Só que assim como Mirny esbarram na pouca habilidade, ou técnica como preferirem.



  • Mas na verdade a pergunta que fica é porque uma estratégia de jogo que deu certo com grandes jogadores não é utilizada pelos tenistas.



Um jogo com saque e voleio exige muito do adversário, como por exemplo, a devolução, que deve estar sempre afiada em busca da passada. A pressão que o jogador exerce subindo todas às vezes a rede, também causa certo desconforto no tenista adversário. Porque no fundo todos os tenistas sabem que jogar contra um adversário com estas características é muito chato. São as piores partidas para chamados os “fundistas”.


Os jogadores de fundo de quadra gostam de ficar dando “porradas” no fundo da quadra, por isso são chamados de “fundistas”. Os tenistas de saque e voleio preferem encurtar o ponto e sempre que ocorrer uma brexa durante o ponto sobem a rede. Isso explica a dificuldade nestes tipos de confronto.


O atleta que utiliza o saque e voleio não pode ter medo de levar a passada, uma vez que é a jogada que mais ocorre contra tenistas deste tipo. Um bom exemplo era o australiano Patric Rafter. Todo saque, ele subia a rede, em caso de passada, levantava a cabeça e jogava o ponto seguinte. (Uma pena que nem todos pensam assim).


Rafael Nadal, o atual número um do mundo se destaca pelo ótimo fundo de quadra, porém quando exigido no voleio, mostra sérias dificuldades. Roger Federer é o oposto, porque joga muito bem na rede, utilizando, inclusive subidas a rede e saque e voleio. O suíço talvez o mais completo de todos, atua muito bem no fundo da quadra, com uma das melhores esquerdas do circuito.


Novak Djokovic, número 3 do mundo é outro exemplo de fundo de quadra. Mesmo possuindo um bom voleio, o sérvio sobe poucas vezes a rede durante uma partida.


Para finalizar, acho que cabe aos treinadores atuais, orientarem seus atletas sobre este tipo de jogo. Quem sabe em um espaço curto de tempo novos tenistas com estas características apareçam no cenário mundial e brasileiro. Portanto que novos Sampras, Rafters e Navratilovas possam surgir. Não vamos deixar o saque e voleio cair em extinção!






Até a próxima.